Ontem fomos eu e o Patrick à agência central dos correios (La Poste) aqui em Courbevoie. Acho que já disse que gosto de ir aos correios em Paris e tentar usar meu francês (não, não é usar meu “marido” francês, é o meu domínio quase incipiente do idioma mesmo).
Minha amiga Lusia enviou uma encomenda registrada e vimos pelo site brasileiro dos correios que tinham tentado entregar 2 vezes sem sucesso. Olha, esse serviço funciona MUITO bem a despeito de todos os possíveis erros humanos. Com o mesmo código dá pra ver o andamento também no site do correio francês. É um código alfanumérico bem longo e as 2 últimas letras correspondem ao país de origem. O último dado deles dizia que a encomenda estava disponível pra retirada na agência central de Courbevoie, que fica a menos de 10 minutos de caminhada de casa. Lá, os funcionários tinham registrado BA, em vez de BR, no número, mas com algum esforço, acharam o pacote e no final foram muito simpáticos.
O interessante foi perceber a diferença cultural na entonação da conversa. O Patrick me disse que eu teria que fazer tudo sozinho. Ele tá sempre tentando testar minha capacidade de uso do idioma. Até tentei, mas a mulher acabou me bloqueando com uma afirmação muito segura de que o número estava errado. O Patrick, então, intercedeu, explicando que estava comigo e que o número estava correto, com a mesma firmeza (que pra mim soava como rispidez) e que ele veio ajudar por conta do meu francês. A mulher disse que já tinha entendido tudo com o meu francês mesmo, mas como o Patrick foi duro ela resolveu tentar outras formas de achar o pacote e achou!!
Pra mim, ouvindo a conversa atentamente, tentando entender as palavras, aquilo tudo soava como um grande bate-boca. Parecia que os 2 poderiam se atracar e rolar pelo chão a qualquer momento. Aí, de repente, o tom muda completamente, como se não tivesse havido nenhum enfrentamento. Resolvida a questão de encontrar o pacote, a mulher começa a falar de outros brasileiros que moram na região, “todos muito simpáticos, mas ela não compreende como deixam um país com as praias brasileiras pra morar na França” e depois explica como é difícil lidar com o público grosseiro, geralmente pessoas mais ricas que jogam coisas no balcão sem nem falar com ela direito. Coisas que ela devolve com a mesma atitude, bla, bla, bla... e a conversa termina com sorrisos e até aperto de mão!!
Incompreensível. ;-)Compreender uma língua, todo mundo já sabe, passa por entender essas pequenas (nem tanto assim!) diferenças culturais. E eu ainda lutando com palavras!!
Ah!! Esqueci de dizer que a falha inicial foi minha! ;-) Entreguei meu endereço manuscrito pra Lusia que, coitada, não entendeu meu garrancho e endereçou pro número 3º, em vez de 30. Acontece...
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ResponderExcluirBienvenue...
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