Minha vida social aqui está intensa!! ;-)
Às vezes vamos à casa dos Plaisant, em Le Pecq, em outras visitamos a Laurence e o Bruno. Este fim de semana foram 2 jantares e acho que vale a pena comparar.
Na sexta-feira, recebemos a amiga do Patrick, Emanuelle, e o esposo, Fréderick. Casal extremanente simpático. Ela chegou primeiro, trouxe uma orquídea phalaenopsis, linda. Ele, 10 minutos depois, chegou com uma garrafa de vinho de 32 anos!! Quase caí pra trás ;-)
Foi o típico jantar francês. Preparei os "aperrô" (é mais ou menos assim que se pronuncia "aperitivos"). Claro que tinha que ser algo brasileiro. Fiz caipirinha com a cachaça que a Daniela mandou de presente pro Patrick, Coração de Minas, direto de Carmo do Rio Claro.
Aí começa a comilança. De entrada tinha enroladinho de crepe, queijo e salmão (que em francês é com u e já começou a me confundir). Só que a receita era com mascarpone e o Patrick esqueceu de comprar e substituiu por creme fresco. Já dá pra imaginar. Sabor: 10!! Aspecto: "bonitinho" ;-)
Passamos então ao prato principal: almôndegas com vagens. E já estávamos no vinho. Não o de 32 anos, porque eles insistiram pra gente guardar pra uma ocasião mais especial. O Patrick, envergonhado, abriu um Bordeaux 2007 que eu acho fantástico. Tá bom, tá bom, mais uma coisa que não entendo: vinhos! Anotado na lista de coisas a aprender.
Depois, salada de endívias. Pra quebrar o amargo o Patrick pôs mel no molho vinagrete. É que sempre acho as endívias muito amargas. Nessa altura eu já disfarçava e servia um mínimo pra mim porque não tava aguentando mais ;-)
Aí, vêm os queijos: 4 tipos! Cara, até já me acostumei aos perfumes (percebe? já tó chamando de perfume, nem é mais cheiro), o Patrick escolhe os mais suaves pra facilitar pra mim, mas é tanta comida!! Realmente não entendo como estas mulheres são magras.
Finalmente a torta de maçã, à moda normanda. Até que nessa ajudei bastante. Fui ei que descasquei e fatiei as maçãs.
Ainda teve café, que dispensei, e licores. Ah! e todo mundo, menos eu, repetiu a torta depois do café.
Quase dormi à mesa e fiquei morrendo de vergonha. Eu estava naturalmente cansado porque acordei às 7h30 e fui fazer simulado de exame, mas acho que o pior é realmente o esforço contínuo pra entender o francês. E a tensão de ter que estar pronto pra a qualquer momento interagir;-) A gente nunca sabe quando, no meio da conversa, alguém vai virar e pedir minha opinião.
Bom, o jantar de hoje, sábado, foi na casa dos americanos, Bob e Vicki. E conto no próximo post. O que vc acha que foi diferente? E igual? Eles moram em Paris já há 4 anos.
domingo, 25 de abril de 2010
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