sexta-feira, 30 de abril de 2010

Acordeons no metrô de Paris.

Missão cumprida com o post filosófico da última segunda. Valeu até e-mail elogioso do MM!! Olha que isso é bem difícil. Claro que veio com uma leve acusação de que sou injusto. Mas quem se importa?! É meu blog. Eu posso, sim.

Agora vamos voltar ao estilo “gossip”, mais leve. Recebo muito mais comentários quando sou politicamente incorreto expressando meus preconceitos. Blog é igual novela da Globo: se não tiver visões de mundo enviesadas, ninguém nem presta atenção.

Quero falar dos acordeons no metrô de Paris. Cara, que saco!!! Fico tão intrigado com isso que pedi pro Patrick tocar no itunes o Yann Tiersen, autor da trilha sonora do Amélie Poulain e ficamos discutindo essa coisa do instrumento. Acho que os franceses sabem que o acordeom faz parte do estereótipo da cidade, tanto que não tá só no AP, também tá na trilha do Ratatouille.

O que aconteceu aqui foi mais ou menos o mesmo que em vários outros lugares do mundo. O rock, na década de 1960, revolucionou o pop, e lançou algumas coisas tradicionais no território do brega. Mas no fim do milênio essas coisas começaram a ser redescobertas. Claro que sempre teve o Piazzolla , mas os virtuosos a gente nem considera. Músico bom pode tocar até caixinha de fósforo. Pois bem, o acordeom voltou a reinar sobre Paris.

O que não compreendo é essa infestação do metrô por músicos ruins. Tudo bem que o instrumento reconquiste seu lugar. Mas não adianta ser um instrumento de status se o músico não for bom. Cara, é um pesadelo!!! Você toma o metrô e, às vezes, num percurso de menos de 10 estações, dá tempo pra 2 apresentações de “artistas” diferentes. Os coitados tocam bem rapidinho pra poderem terminar uma música entre 2 paradas. O pior é que ainda não vi ninguém dar nem uma moedinha. O desempenho deles é mais mal remunerado até que o dos mendigos! Dá pra ver as caras de incômodo.

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