segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nem tudo são tulipas ou outras flores....

Pode parecer que estou vivendo no paraíso. Mas não é bem assim. O Patrick já tinha me falado da burocracia da administração francesa. Às vezes me sinto no Brasil. Comparo sempre tudo a Londres que é minha referência mais próxima.

Londres tem um cartão chamado "oyster". Super simples, vc carrega quando quiser, quanto quiser usando moedas, notas ou cartão. Compra o cartão numa máquina, não me lembro se por 2 ou 3 libras. Tenho o meu desde setembro do ano passado e usei nas 3 vezes em que visitei Londres desde então.

Paris tem um "passe NaviGo". A idéia é a mesma, mas tive que ir a um escritório da agência de transportes e enfrentar uma fila de 45 minutos. Precisava até de comprovante de endereço. Levei o Patrick junto porque achei que não conseguiria sozinho. Apesar da espera, fomos muito bem atendidos por uma gordinha loira e simpática. Ela tirou minha foto e emitiu o tal cartão com meu nome, foto e um chip. Depois de tudo terminado, dissemos que queríamos fazer o crédito. "Ah, non, aqui é só pra fazer o cartão, a carga é nos guichês". Isso inclui guichês eletrônicos, mas que só aceitam cartões.

Agora, alguém consegue me explicar ou justificar o custo de um cartão com fotografia digital impressa, chip e uma atendente que passa o dia só fazendo isso? Não dá pra explicar. (Detalhe sórdido: 80% das mulheres parisienses obesas são funcionárias públicas - tudo bem, tudo bem, o número 80 é uma impressão pessoal, não vi nenhuma estatística oficial - é que aquela coisa que dizem sobre as francesas é bem verdade: quase não se vê mulher obesa por aqui, a não ser nos órgãos públicos)

Num próximo post conto da inscrição pro exame de língua que vou prestar em maio, também comparando com os exames de Cambridge. Aliás, é a mesma coisa. O de francês se chama DELF ou DALF, dependendo do nível.

I

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