domingo, 6 de junho de 2010

Cuidado: crottes/troços na calçada!

Todo mundo já deve ter ouvido falar do amor, ou da fixação, dos parisienses por cachorros. Minha professora disse, outro dia, que se um pai espancar o filho na rua, ninguém se intromete, mas se o agredido for um totó, vira caso de polícia. Tudo bem, espero que tenha sido um exagero. A verdade é que já nem me revolto tanto quando alguém entra com o bichinho de estimação e ocupa uma mesa de restaurante ao lado da minha.

Agora, não dá pra engolir que os cidadãos não recolham o cocô! Todo mundo fala disso. Os "crottes" ou "troços" já são uma instituição parisiense, como as bicicletas ou as baguetes. Estão em todo lugar. Existe multa prevista, mas ninguém parece se importar. Esse é um dos paradoxos de Paris, que coincidentemente estamos discutindo na "Alliance Française" estes dias. Na verdade, talvez seja o mais superficial e o menos importante dos paradoxos, mas é um dos mais visíveis.

Estou relendo "The Flâneur - A Stroll through the Paradoxes of Paris" do Edmund White. E é incrível como dois meses vivendo aqui já mudaram completamente minha percepção. Parece um novo livro! O mais incrível é que eu nem tinha notado o subtítulo na primeira leitura.


Pra ilustrar este post, também porque acho que fica monótono quando escrevo sem fotos, vai um registro tomado neste sábado, 5 de junho, na entrado do "Champ de Mars", onde fomos encontrar a amiga do Patrick, Celia, com as crianças, Lucien,4, e Louise, 3.

Um comentário: