Ontem, 19/06/2010, fomos visitar o Museu Rodin. Foi minha primeira visita e gostei bastante, principalmente porque é um museu pequeno, daqueles que não saturam a capacidade de percepção estética. A verdade é que canso do Louvre e, toda vez que vou lá, saio achando qualquer obra de arte um saco ;-)
Mas o que me surpreendeu, mesmo, foi o choque que tive ao ver um negro lá dentro! O lugar estava lotado, como deve estar sempre. Se eu não tivesse me deparado com esse único negro, provavelmente não teria notado nada de estranho, a não ser os remendos mal feitos no assoalho, que fazem as pessoas tropeçarem durante a visita.
Mas a visão desse único homem negro, entre mais de uma centena de visitantes em um museu tão pequeno, me fez pensar nas minhas idéias pré-concebidas sobre a Europa. Tá bem, ninguém me disse que a Europa era um lugar perfeito, mas acho que eu esperava um pouco mais de igualdade racial aqui.
Paris tem uma população de afrodescendentes enorme. Encontro essas pessoas diariamente no transporte coletivo. Se elas vivem, trabalham, transitam por Paris, por que não estão no museu? Na verdade, não estão NOS museus. Com esse choque de ontem, me lembrei da minha visita co Museu de Artes Decorativas na sexta-feira, 18/06, e mesmo da minha última visita ao Louvre, quando o Manolo estava em Paris. Não há negros nesses lugares! Pelo menos nunca vi um número significativo, que correspondesse à porcentagem da população.
Acho que o mais chocante é mesmo minha ingenuidade, minha surpresa!
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