Outro dia fui passear em Paris, na verdade, com o objetivo específico de comprar algum livro pra me ajudar a praticar pronúncia. Fiz meu caminho preferido: metrô até Châtelet, no 1º "arrondissement" e caminhada pelo Boulevard de Sebastopol. Gosto porque assim posso atravessar a Ilha "de la Cité" pelo meio dos turistas e chegar às livrarias Gibert Jeune do outro lado do Sena, na praça "Saint Michel".
Quando atravessei a Ponte "au Change", pra "entrar" na ilha, presenciei uma cena um pouco perversa, mas interessante. Um turista perguntou a um policial, no que me pareceu francês perfeito, onde ficava a "Fontaine St. Michel". Sem piscar o policial olhou pra fonte mais próxima e apontou: "é ali". O turista pareceu muito decepcionado, provavelmente porque já tinha visto uma foto da Fonte São Michel e imaginava algo muito mais suntuoso, como é, na verdade. Fiquei feliz por entender tudo isso e, me achando quase parisiense, decidi fazer justiça, desarmando o golpe do policial que provavelmente, cansado de turistas, resolveu pregar uma peça que só ele deve achar divertida. Alcancei o turista e apontei a direção correta da fonte. Ele aceitou minha ajuda, mas parecia ainda mais decepcionado com a minha intervenção.
Não entendi o turista... mas como brasileiro, que acredita que "quase" todos os policiais são perversos, não tive nenhuma dúvida no meu julgamento do "poulet" (na gíria, os policiais são conhecidos como "frangos").
domingo, 6 de junho de 2010
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